sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A necessidade do Programa Escola Sem Partido no Brasil

   O projeto de lei do senado nº 193/2016 denominado “Escola Sem Partido”, apresentado pelo Senador Magno Malta – PR, vem causando muita balburdia entre os correligionários de várias vertentes políticas, o que gerou inúmeras discussões, controvérsias e mentiras que ofuscaram o verdadeiro objetivo da matéria.

   Acontece que a proposta visa incluir diretrizes e bases da educação nacional que prejudicam vigorosamente a principal estratégia de conquista de novos adeptos de alguns partidos políticos, que usam as instituições de ensino como centro de fabricação de novos militantes.  Nada mais eficiente para politizar um cidadão do que utilizar um professor para disseminar determinada ideologia política em sala de aula e enjaular as mentes dos alunos em uma prisão de teorias que favorece apenas uma linha política, a esquerda. Tática que usurpa o pensamento crítico, restringe o desenvolvimento cognitivo e formam um cidadão completamente alienado.

   Recentemente foram denunciados inúmeros casos de professores mal intencionados promovendo um verdadeiro comício em suas aulas e se aproveitando da vulnerabilidade intelectual dos alunos, interferindo no desenvolvimento ideológico através da coação como autoridade em sala. Foi comum vermos professores militantes aplicando trabalhos acadêmicos de campo dentro das manifestações pró Dilma para robustecer o movimento político, mais corriqueiro era utilizar o tempo de aula para convencer os alunos que impeachment é “golpe” e ainda ofender e criticar todos os opositores.

   Portanto, a repressão deste crime é o foco principal do Escola Sem Partido, diferente dos boatos espalhados nas redes sociais, a censura não é uma consequência do projeto, o que se pretende é justamente o contrário. A pluralidade de ideias e a neutralidade política é a essência da proposta, não havendo qualquer impedimento na liberdade de ensino do docente desde que não utilize a sala de aula como palanque político em benefício dos seus interesses pessoais ou do seu partido.

   Não existe democracia sem a preservação da liberdade de escolha, não existe escolha quando só conhecemos um lado. O professor não pode ser uma ferramenta de doutrinação coercitiva, e sim o condutor do conhecimento pleno, sem distorções e sem influência política.